TRATAMENTOS

oftalmologista campo grande -GlaucomaGlaucoma é uma deterioração crônica e progressiva do nervo óptico. (O nervo óptico é o feixe de fibras nervosas na parte posterior do olho que transportam mensagens visuais da retina para o cérebro). O glaucoma é geralmente causado ou agravado pela pressão dentro do olho (pressão intraocular ou PIO) que é muito alta para a manutenção da saúde do nervo.

O único tratamento comprovado para o glaucoma envolve a redução da pressão ocular para prevenir ou retardar o dano ao nervo óptico.

CIRURGIA DE GLAUCOMA

As cirurgias de glaucoma incluem a delicada trabeculectomia incisional microscópica, implantação de shunt de tubo (um shunt é um dispositivo de drenagem de glaucoma) e ciclofotocoagulação. Existem também procedimentos mais novos chamados MIGS, ou cirurgia minimamente invasiva do glaucoma. Cada tipo de cirurgia de glaucoma tem seus usos, vantagens e desvantagens exclusivos. Ao considerar a cirurgia de glaucoma, você deve ter uma discussão detalhada com seu cirurgião sobre os riscos e benefícios da cirurgia específica a que você pode se submeter.

Benefícios X Riscos do Tratamento Cirúrgico

Como em qualquer operação, existem riscos associados à cirurgia de glaucoma. É importante observar, entretanto, que a cirurgia tem taxas de sucesso muito altas em retardar substancialmente a progressão do glaucoma. Quando se trata de intervenção cirúrgica para casos avançados de glaucoma, os benefícios geralmente superam os riscos. Os seguintes são riscos (raros) da cirurgia de glaucoma ou efeitos colaterais para discutir com seu médico:

  • Perda de visão;
  • Infecção;
  • Pressão ocular baixa (ou hipotonia);
  • Perda de Visão

No curto prazo após a operação, a cirurgia de glaucoma interrompe temporariamente sua visão. É importante compreender que a visão permanente pode ser reduzida ou mesmo, em casos muito raros, totalmente perdida como resultado de qualquer uma dessas operações de glaucoma; no entanto, a perda de visão não é um efeito colateral permanente comum. Portanto, é mais provável que a cirurgia beneficie sua visão a longo prazo.

INFECÇÃO

Os oftalmologistas administram antibióticos antes, durante e após a cirurgia, além de manter técnicas meticulosas de esterilização para tentar evitar qualquer cirurgia de glaucomainfecção. No entanto, em ocasiões muito raras, pode ocorrer infecção dentro do olho, que pode ser muito séria e ameaçar a visão. Essas infecções podem ocorrer semanas, meses ou até anos após a cirurgia. Portanto, mesmo que já tenham se passado anos após a cirurgia, se você tiver sinais precoces de infecção, como vermelhidão, dor ou lacrimejamento excessivo, você deve consultar o seu oftalmologista imediatamente para tratar a infecção antes que ela se torne grave. Detectada precocemente, a maioria das infecções pode ser tratada adequadamente com gotas de antibióticos.

Baixa pressão ocular

Às vezes, a cirurgia pode causar pressões oculares muito baixas, também chamadas de hipotonia. Isso é mais comum logo após a cirurgia. Com a hipotonia, o fluido pode se acumular atrás da retina (descolamento de coroide), o que pode causar uma sombra em sua visão periférica ou lateral. Normalmente, isso é temporário, pois a pressão retorna aos níveis pretendidos. Às vezes, no entanto, a hipotonia persiste e a cirurgia deve ser realizada para corrigir esse problema.

Fibrose/Cicatrização

Mais comum do que a pressão ocular muito baixa, essas cirurgias de glaucoma podem falhar com o tempo devido à cicatrização natural ou às tendências de cicatrização do olho, resultando em pressões oculares maiores do que o pretendido. Às vezes, a cicatriz é tão intensa que a operação pode não conseguir reduzir a pressão e você pode precisar reiniciar seus medicamentos para glaucoma ou fazer revisões na clínica ou repetir a cirurgia na sala de cirurgia.

Procedimentos mais Seguros

MIGS (cirurgia minimamente invasiva de glaucoma) é um grupo de procedimentos mais novos que geralmente são combinados com a cirurgia de catarata para reduzir a pressão ocular. Na maioria dos casos, o perfil de segurança desses procedimentos é maior do que as cirurgias de glaucoma mais tradicionais descritas acima. No entanto, esse perfil de segurança aprimorado é contrabalançado por uma redução mais modesta da pressão do olho. Portanto, esses procedimentos são geralmente combinados com cirurgia de catarata para pacientes com glaucoma em estágio inicial a moderado. Para pacientes com glaucoma avançado, os procedimentos MIGS têm menos probabilidade de atingir as baixas pressões oculares necessárias.

PERGUNTAS E RESPOSTAS:

  • O que é Glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo, pois 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença. É uma enfermidade crônica que não tem cura, mas, na maioria dos casos, pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.

  • Existem Fatores de Risco para o desenvolvimento do Glaucoma?

Existem fatores de risco que favorecem o aparecimento da doença, como por exemplo: idade avançada, hipertensão ocular, miopia elevada, raça negra e hereditariedade.

  • Como o glaucoma se desenvolve?

O glaucoma ocorre quando a pressão elevada no interior do olho, no decorrer de alguns anos, danifica as fibras nervosas do nervo óptico. O olho contém um líquido (humor aquoso) que circula continuamente no seu interior. Esse líquido é produzido e escoado através de uma região denominada ângulo da câmara anterior. No glaucoma há uma diminuição no escoamento desse líquido, o que faz com que ele se acumule dentro do olho, provocando o aumento da pressão intraocular.

  • Como descobrir a doença?

O glaucoma pode ser detectado somente com o exame oftalmológico cuidadoso, em que o médico faz a medida da pressão intraocular, o exame de fundo de olho e, quando necessário, solicita exames complementares.

  • Como pode ficar a visão de uma pessoa com glaucoma?

O portador do glaucoma não tratado começa a perder a visão periférica, ou seja, quando o indivíduo olha para frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém, não vê o que está nas laterais. Seria como se o olho estivesse observando através de um tubo. Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida e o glaucoma pode evoluir para a cegueira.

  • Como o glaucoma é tratado?

Geralmente o tratamento é feito com colírios, podendo-se recorrer ao laser ou cirurgias, conforme recomendação médica, de acordo com o tipo de glaucoma e estado no nervo óptico do paciente.

  • Qual o intervalo ideal entre consultas para o controle do glaucoma?

Só o seu médico é capaz de determinar o intervalo, pois depende do paciente, do estágio da doença e da resposta do paciente ao tratamento, entre diversos outros fatores.

  • Qual é pressão intraocular normal? E a pressão intraocular ideal?

Estudos demonstram que a pressão intraocular normal é entre 10 e 21 mmHg, mas sabemos que cada paciente responde de modo diferente a mesmos níveis de pressão. Há pacientes que apresentam glaucoma com pressão normal e outros com pressão alta, portanto, cada paciente tem a sua pressão ideal, que deve ser definida pelo seu oftalmologista.

  • Como funcionam os medicamentos usados no glaucoma?

Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm dois principais mecanismos de ação: ou diminuem a produção ou aumentam a drenagem do líquido que circula dentro do olho, chamado humor aquoso, com a finalidade de baixar a pressão intraocular.

  • Existe relação entre a pressão intraocular e o uso de corticóides?

O uso de corticóides sem recomendação médica aumenta a pressão intraocular, importante fator de risco para o glaucoma. Informe ao seu oftalmologista se for usar corticóide.

  • Existe relação entre pressão intraocular e o consumo de líquidos, inclusive bebidas alcoólicas?

A ingestão rápida de grande quantidade de líquidos pode elevar a pressão intraocular temporariamente. Não existe relação entre bebida alcoólica e glaucoma. Pessoas com desatenção à sua saúde têm pior prognóstico do glaucoma.

  • Como deve ser a alimentação ideal para o portador de glaucoma?

Não há evidências científicas de que alterações na alimentação beneficiem ou prejudiquem o curso da doença.

  • O portador de glaucoma pode praticar qualquer tipo de esporte?

Exercícios físicos podem variar a pressão intra-ocular. Alguns tipos de esportes beneficiam o tratamento do glaucoma. Atividades aeróbias – como caminhada, por exemplo – ajudam o controle da pressão intraocular. Converse sobre esse tema com o seu oftalmologista.

  • O transplante de córnea cura o glaucoma?

Não. Transplante de córnea é indicado para as doenças da córnea.

  • As células-tronco podem ser usadas no tratamento do glaucoma?

Existem estudos iniciais, mas ainda não há comprovação científica de benefício ou risco desta terapia na prática diária.

  • Como devo fazer para amenizar os efeitos colaterais dos colírios?

Todos os colírios podem causar efeitos colaterais diversos – dor, coceira, desconforto – que variam conforme a sensibilidade de cada paciente. Informe sempre seu médico sobre qualquer efeito colateral que venha a sentir durante o uso de seu medicamento, para que, juntos, possam ajustar o tratamento.

  • Existe um tempo determinado para a pessoa portadora de glaucoma perder a visão?

O objetivo do tratamento do glaucoma é preservar a visão e a qualidade de vida do paciente. A obediência ao tratamento proposto pelo oftalmologista é importante, pois o glaucoma é uma doença que não tem cura, mas tem controle. Alguns pacientes, principalmente os que não fazem o tratamento adequado, podem evoluir para a cegueira.

  • Ficar muito tempo diante do computador, da TV, ler, são atividades que favorecem o glaucoma?

Tanto o computador, quanto a televisão, ler ou mesmo outras atividades que requerem atenção minuciosa não mudam o curso do glaucoma.

  • O glaucoma é transmissível de um olho para o outro?

Geralmente bilateral, o glaucoma atinge de forma pouco diferente de um olho para o outro. O glaucoma não é contagioso.

  • O portador de glaucoma pode tingir os cabelos? E fazer maquiagem definitiva?

Não há impedimento para o uso de tintura de cabelos. Os cuidados de aplicação devem ser obedecidos, de acordo com as instruções nas embalagens do produto. A maquiagem definitiva deve ser feita por pessoa e local idôneos, tomando cuidado para que não atinjam os olhos.

  • Por que alguns portadores de glaucoma usam apenas um colírio e outros usam dois ou três?

O tratamento deve sempre ser individualizado e depende do tipo de glaucoma e estado do nervo óptico. Por isso, alguns usam um colírio, dois ou mais e outros fazem cirurgias.

(Fonte: Sociedade Brasileira de Glaucoma – SBG https://www.sbglaucoma.org.br/wp-content/uploads/2016/05/folder.pdf)

O QUE É GLAUCOMA?

oftalmologista campo grande -GlaucomaO glaucoma é uma neuropatia óptica crônica progressiva caracterizada pela perda das fibras nervosas da retina e da rima neural, levando ao aumento da escavação do disco óptico, causado na sua maior parte pela pressão alta nos olhos (pressão intraocular), na qual pode levar à cegueira irreversível.

Explicando de forma leiga, imaginem que o nervo óptico seja um tubo que liga o nosso olho ao cérebro e que dentro desse tubo existam mais de um milhão de fios elétricos (fibras nervosas) que fazem essa ligação, pois bem, o glaucoma é uma lesão progressiva, contínua nesses fios elétricos (fibras nervosas) até que não tenha nenhum fio elétrico (fibra nervosa) que ligue o olho ao cérebro e a visão se apaga irreversivelmente.

O perigo é que a grande maioria dos tipos de glaucoma não apresentam sintomas na sua fase inicial, levando à progressão da doença sem o paciente perceber.

Existem vários tipos de glaucoma, cada um com sua característica, sendo uns mais graves que outros, os principais tipos de glaucoma são o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto, o mais prevalentee o Glaucoma Primário de Ângulo Fechado, o mais grave.

Muitas vezes o diagnóstico do glaucoma é um desafio para o médico oftalmologista especialista em glaucoma, pois requer um exame oftalmológico completo e a indicação e avaliação de exames complementares de forma consciente, mesmo assim em alguns casos mais desafiadores o diagnóstico não é imediato, necessitando do seguimento regular com o oftalmologista especialista em glaucoma.

FATORES DE RISCO

Existem alguns fatores de risco que norteiam nosso raciocínio no diagnóstico do glaucoma, entre eles estão:

  • Pressão dos olhos elevadas;
  • Idade acima dos 45 anos;
  • História familiar de glaucoma;
  • Étnico (afrodescendentes);
  • Altos míopes;
  • Uso de algumas medicações, como corticóides.

DIAGNÓSTICO

A conduta do oftalmologista com o paciente que apresenta suspeita de glaucoma deve ser feita de forma muito cuidadosa e também efetiva.

O diagnóstico precoce do glaucoma é muito importante, porém também é preciso ter muito cuidado para não realizar um diagnóstico precipitado errôneo, considerando que isso pode levar o paciente a pensar que ele tenha uma doença que pode causar a cegueira. Normalmente isso causa tristeza, preocupação e pode piorar o quadro geral e afetar sua qualidade de vida.

Como disse no início o Glaucoma é uma doença do nervo óptico e não a pressão dos olhos aumentada. Sabemos que a pressão normal dos olhos pode variar, entre 10 a 21 mmHg. Porém tenho pacientes que apresenta pressão dos olhos de 24 mmHg e não tem glaucoma, por outro lado tenho pacientes que apresenta pressão dos olhos de 16 mmHg e apresenta glaucoma, chamado Glaucoma de Pressão Normal. Por esse motivo a pressão intraocular tem que ser individualizada para cada paciente.

Eu sempre gosto de orientar meus pacientes suspeitos de glaucoma da seguinte forma “não é porque nós não estamos usando colírio que não estamos tratando, o acompanhamento sendo feito de forma consciente, também é uma forma de tratamento”.

EXAMES

Existe uma série de exames que nos auxiliam no diagnóstico e na avaliação da progressão da doença, quando o diagnóstico de glaucoma já está estabelecido:

  • Tonometria – exame realizado para aferir a pressão intraocular;
  • Gonioscopia – exame utilizado para avaliar o seio camerular, que vai diferenciar principalmente entre glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado;
  • Campimetria ou Perimetria automatizada – é o exame padrão-ouro para avaliação do campo visual, porém é preciso ressaltar que para aparecer defeitos no exame do campo visualé preciso que uma grande parte dos axônios esteja lesada, por isso pode limitar sua utilização no diagnóstico em casos muito iniciais da doença;
  • Retinografia ou estereofotografia – permite a documentação fotográfica do disco óptico e camada de fibras nervosas;
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica) – avaliação de imagem computadorizada, que fornece uma avaliação objetiva, por meio de medidas quantitativas das estruturas das células ganglionares na região macular, da camada de fibras nervosas peripapilar, além da quantificação da escavação do disco óptico;
  • Paquimetria – exame realizado para aferir a espessura da córnea.

TRATAMENTO

cirurgia oftalmologicaO tratamento do glaucoma, na sua maior parte, pode ser realizado de forma clínica, com a utilização de colírios anti-hipertensivos (que ajudam a diminuir a pressão dos olhos), ou por meios de laser modernos que agem na malha trabecular, região localizada no seio camerular, com o objetivo de aumentar a drenagem do liquido que circula dentro do olho(humor aquoso) e assim diminuir a pressão intraocular.

Mesmo quando o tratamento do glaucoma com colírios ou com laser é ineficaz, existem cirurgias modernas menos invasivas, chamadas de MIGS (Microinvasive Glaucoma Surgery), porém quando se trata do estagio mais avançado da doençaas cirurgias tradicionais são necessárias, para uma maior redução da pressão intraocular, porém todos os procedimentos cirúrgicos desde o mais avançado até o convencional apresentam atualmente grandes índices de segurança e sucesso.

Dr. Enderson Dantas Vital

O QUE É GLAUCOMA?

oftalmologista campo grande -GlaucomaO glaucoma é uma neuropatia óptica crônica progressiva caracterizada pela perda das fibras nervosas da retina e da rima neural, levando ao aumento da escavação do disco óptico, causado na sua maior parte pela pressão alta nos olhos (pressão intraocular), na qual pode levar à cegueira irreversível.

Explicando de forma leiga, imaginem que o nervo óptico seja um tubo que liga o nosso olho ao cérebro e que dentro desse tubo existam mais de um milhão de fios elétricos (fibras nervosas) que fazem essa ligação, pois bem, o glaucoma é uma lesão progressiva, contínua nesses fios elétricos (fibras nervosas) até que não tenha nenhum fio elétrico (fibra nervosa) que ligue o olho ao cérebro e a visão se apaga irreversivelmente.

O perigo é que a grande maioria dos tipos de glaucoma não apresentam sintomas na sua fase inicial, levando à progressão da doença sem o paciente perceber.

Existem vários tipos de glaucoma, cada um com sua característica, sendo uns mais graves que outros, os principais tipos de glaucoma são o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto, o mais prevalentee o Glaucoma Primário de Ângulo Fechado, o mais grave.

Muitas vezes o diagnóstico do glaucoma é um desafio para o médico oftalmologista especialista em glaucoma, pois requer um exame oftalmológico completo e a indicação e avaliação de exames complementares de forma consciente, mesmo assim em alguns casos mais desafiadores o diagnóstico não é imediato, necessitando do seguimento regular com o oftalmologista especialista em glaucoma.

FATORES DE RISCO

Existem alguns fatores de risco que norteiam nosso raciocínio no diagnóstico do glaucoma, entre eles estão:

  • Pressão dos olhos elevadas;
  • Idade acima dos 45 anos;
  • História familiar de glaucoma;
  • Étnico (afrodescendentes);
  • Altos míopes;
  • Uso de algumas medicações, como corticóides.

DIAGNÓSTICO

A conduta do oftalmologista com o paciente que apresenta suspeita de glaucoma deve ser feita de forma muito cuidadosa e também efetiva.

O diagnóstico precoce do glaucoma é muito importante, porém também é preciso ter muito cuidado para não realizar um diagnóstico precipitado errôneo, considerando que isso pode levar o paciente a pensar que ele tenha uma doença que pode causar a cegueira. Normalmente isso causa tristeza, preocupação e pode piorar o quadro geral e afetar sua qualidade de vida.

Como disse no início o Glaucoma é uma doença do nervo óptico e não a pressão dos olhos aumentada. Sabemos que a pressão normal dos olhos pode variar, entre 10 a 21 mmHg. Porém tenho pacientes que apresenta pressão dos olhos de 24 mmHg e não tem glaucoma, por outro lado tenho pacientes que apresenta pressão dos olhos de 16 mmHg e apresenta glaucoma, chamado Glaucoma de Pressão Normal. Por esse motivo a pressão intraocular tem que ser individualizada para cada paciente.

Eu sempre gosto de orientar meus pacientes suspeitos de glaucoma da seguinte forma “não é porque nós não estamos usando colírio que não estamos tratando, o acompanhamento sendo feito de forma consciente, também é uma forma de tratamento”.

EXAMES

Existe uma série de exames que nos auxiliam no diagnóstico e na avaliação da progressão da doença, quando o diagnóstico de glaucoma já está estabelecido:

  • Tonometria – exame realizado para aferir a pressão intraocular;
  • Gonioscopia – exame utilizado para avaliar o seio camerular, que vai diferenciar principalmente entre glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado;
  • Campimetria ou Perimetria automatizada – é o exame padrão-ouro para avaliação do campo visual, porém é preciso ressaltar que para aparecer defeitos no exame do campo visualé preciso que uma grande parte dos axônios esteja lesada, por isso pode limitar sua utilização no diagnóstico em casos muito iniciais da doença;
  • Retinografia ou estereofotografia – permite a documentação fotográfica do disco óptico e camada de fibras nervosas;
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica) – avaliação de imagem computadorizada, que fornece uma avaliação objetiva, por meio de medidas quantitativas das estruturas das células ganglionares na região macular, da camada de fibras nervosas peripapilar, além da quantificação da escavação do disco óptico;
  • Paquimetria – exame realizado para aferir a espessura da córnea.

TRATAMENTO

cirurgia oftalmologicaO tratamento do glaucoma, na sua maior parte, pode ser realizado de forma clínica, com a utilização de colírios anti-hipertensivos (que ajudam a diminuir a pressão dos olhos), ou por meios de laser modernos que agem na malha trabecular, região localizada no seio camerular, com o objetivo de aumentar a drenagem do liquido que circula dentro do olho(humor aquoso) e assim diminuir a pressão intraocular.

Mesmo quando o tratamento do glaucoma com colírios ou com laser é ineficaz, existem cirurgias modernas menos invasivas, chamadas de MIGS (Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma), porém quando se trata do estagio mais avançado da doençaas cirurgias tradicionais são necessárias, para uma maior redução da pressão intraocular, porém todos os procedimentos cirúrgicos desde o mais avançado até o convencional apresentam atualmente grandes índices de segurança e sucesso.

Dr. Enderson Dantas Vital

O glaucoma é uma doença ocular capaz de causar cegueira se não for tratada a tempo, pois 80% dos glaucomas não apresentam sintomas no início da doença. É uma enfermidade crônica que não tem cura, mas, na maioria dos casos, pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de se evitar a perda da visão.

Existem fatores de risco que favorecem o aparecimento da doença, como por exemplo: idade avançada, hipertensão ocular, miopia elevada, raça negra e hereditariedade.

O glaucoma ocorre quando a pressão elevada no interior do olho, no decorrer de alguns anos, danifica as fibras nervosas do nervo óptico. O olho contém um líquido (humor aquoso) que circula continuamente no seu interior. Esse líquido é produzido e escoado através de uma região denominada ângulo da câmara anterior. No glaucoma há uma diminuição no escoamento desse líquido, o que faz com que ele se acumule dentro do olho, provocando o aumento da pressão intraocular.

O glaucoma pode ser detectado somente com o exame oftalmológico cuidadoso, em que o médico faz a medida da pressão intraocular, o exame de fundo de olho e, quando necessário, solicita exames complementares.

O portador do glaucoma não tratado começa a perder a visão periférica, ou seja, quando o indivíduo olha para frente, enxerga nitidamente os objetos que estão distantes, porém, não vê o que está nas laterais. Seria como se o olho estivesse observando através de um tubo. Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida e o glaucoma pode evoluir para a cegueira.

Geralmente o tratamento é feito com colírios, podendo-se recorrer ao laser ou cirurgias, conforme recomendação médica, de acordo com o tipo de glaucoma e estado no nervo óptico do paciente.

Só o seu médico é capaz de determinar o intervalo, pois depende do paciente, do estágio da doença e da resposta do paciente ao tratamento, entre diversos outros fatores.

Estudos demonstram que a pressão intraocular normal é entre 10 e 21 mmHg, mas sabemos que cada paciente responde de modo diferente a mesmos níveis de pressão. Há pacientes que apresentam glaucoma com pressão normal e outros com pressão alta, portanto, cada paciente tem a sua pressão ideal, que deve ser definida pelo seu oftalmologista.

Os colírios usados no tratamento do glaucoma têm dois principais mecanismos de ação: ou diminuem a produção ou aumentam a drenagem do líquido que circula dentro do olho, chamado humor aquoso, com a finalidade de baixar a pressão intraocular.

O uso de corticóides sem recomendação médica aumenta a pressão intraocular, importante fator de risco para o glaucoma. Informe ao seu oftalmologista se for usar corticóide.

A ingestão rápida de grande quantidade de líquidos pode elevar a pressão intraocular temporariamente. Não existe relação entre bebida alcoólica e glaucoma. Pessoas com desatenção à sua saúde têm pior prognóstico do glaucoma.

Não há evidências científicas de que alterações na alimentação beneficiem ou prejudiquem o curso da doença.

Exercícios físicos podem variar a pressão intra-ocular. Alguns tipos de esportes beneficiam o tratamento do glaucoma. Atividades aeróbias – como caminhada, por exemplo – ajudam o controle da pressão intraocular. Converse sobre esse tema com o seu oftalmologista.

Não. Transplante de córnea é indicado para as doenças da córnea.

Existem estudos iniciais, mas ainda não há comprovação científica de benefício ou risco desta terapia na prática diária.

Todos os colírios podem causar efeitos colaterais diversos – dor, coceira, desconforto – que variam conforme a sensibilidade de cada paciente. Informe sempre seu médico sobre qualquer efeito colateral que venha a sentir durante o uso de seu medicamento, para que, juntos, possam ajustar o tratamento.

O objetivo do tratamento do glaucoma é preservar a visão e a qualidade de vida do paciente. A obediência ao tratamento proposto pelo oftalmologista é importante, pois o glaucoma é uma doença que não tem cura, mas tem controle. Alguns pacientes, principalmente os que não fazem o tratamento adequado, podem evoluir para a cegueira.

Tanto o computador, quanto a televisão, ler ou mesmo outras atividades que requerem atenção minuciosa não mudam o curso do glaucoma.

Geralmente bilateral, o glaucoma atinge de forma pouco diferente de um olho para o outro. O glaucoma não é contagioso.

Não há impedimento para o uso de tintura de cabelos. Os cuidados de aplicação devem ser obedecidos, de acordo com as instruções nas embalagens do produto. A maquiagem definitiva deve ser feita por pessoa e local idôneos, tomando cuidado para que não atinjam os olhos.

O tratamento deve sempre ser individualizado e depende do tipo de glaucoma e estado do nervo óptico. Por isso, alguns usam um colírio, dois ou mais e outros fazem cirurgias.

Corpo Clínico

Dr. Enderson Dantas Vital

Dr. Enderson Dantas Vital

CRM-MS1: 6282 | RQE: 3755

  • Graduação em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – SP (2004);
  • Residência em Oftalmologia de 2005 a 2007;
  • Especialização em Glaucoma Clínico e Cirúrgico e Glaucoma Congênito (Cirurgias Filtrantes e Implante de Tubos de Drenagem) na Santa Casa de São Paulo (2008 e 2009);
  • Atuação como preceptor de cirurgia de glaucoma e de catarata;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG);
  • Membro da Associação Sul-Mato-Grossense de Oftalmologia (ASOFT).
Dr. Bruno Moraes Tahan

Dr. Bruno Moraes Tahan

CRM-MS1: 6098 | RQE: 3443

  • Graduação em medicina pela Faculdade de Medicina  de Campos – RJ (2002);
  • Especialização em Oftalmologia pelo Hospital e Instituto Cema – SP (2003 – 2005);
  • Fellow em Segmento Anterior pelo HOSPITAL DO OLHO – RJ (2006 – 2007);
  • Atuação como preceptor de cirurgia de catarata (2007);
  • Membro e portador do título de especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO);
  • Membro da Associação Sul-Mato-Grossense de Oftalmologia (ASOFT).

Corpo Clínico

Dr. Enderson Dantas Vital

Dr. Enderson Dantas Vital

CRM-MS1: 6282 | RQE: 3755

  • Graduação em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – SP (2004);
  • Residência em Oftalmologia de 2005 a 2007;
  • Especialização em Glaucoma Clínico e Cirúrgico e Glaucoma Congênito (Cirurgias Filtrantes e Implante de Tubos de Drenagem) na Santa Casa de São Paulo (2008 e 2009);
  • Atuação como preceptor de cirurgia de glaucoma e de catarata;
  • Membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG);
  • Membro da Associação Sul-Mato-Grossense de Oftalmologia (ASOFT).
Dr. Bruno Moraes Tahan

Dr. Bruno Moraes Tahan

CRM-MS1: 6098 | RQE: 3443

  • Graduação em medicina pela Faculdade de Medicina  de Campos – RJ (2002);
  • Especialização em Oftalmologia pelo Hospital e Instituto Cema – SP (2003 – 2005);
  • Fellow em Segmento Anterior pelo HOSPITAL DO OLHO – RJ (2006 – 2007);
  • Atuação como preceptor de cirurgia de catarata (2007);
  • Membro e portador do título de especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO);
  • Membro da Associação Sul-Mato-Grossense de Oftalmologia (ASOFT).